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  Agrupamento nº 32 da Lage-Lubango


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Caminheiros/Companheiros

Caminheirismo

Todos os escuteiros são jovens em crescimento físico, intelectual e espiritual. Acompanhando este crescimento, o escutismo propõe para cada uma de 4 etapas de amadurecimento, formas de trabalhar diferentes com espaços de reflexão, acções e mundos de fantasia bem à medida do espírito que naturalmente caracteriza cada intervalo de idades. O caminheirismo é a mais séria e exigente de todas estas etapas, mas é também aquela em que temos espaço para passar para a realidade a grandeza das nossas fantasias, a ousadia das nossas aventuras e a força dos nossos empreendimentos. É nesta altura que tomamos à séria toda esta alegria de viver e nos preparamos para a levar ao resto do mundo.

Esta preparação é um caminho que agora começa e que assenta nos valores traduzidos pelas Bem-Aventuranças. A imagem que acompanha esta etapa é a do apóstolo peregrino - o caminheiro é aquele que faz caminho e o seu ideal é o Homem-Novo, a perfeição de Jesus Cristo

Desenvolvimento Individual e Comunitário

A atitude de "pôr-se a caminho", a imagem do apóstolo peregrino, pressupõe, para cada caminheiro, traçar desse caminho. A estrada é um lugar de perseverança, de experiência de uma lenta e paciente construção de si mesmo, de aprendizagem da capacidade de se comprometer para além do imediato, e de ir até ao fim do seu compromisso.

É fascinante neste ideal a capacidade de servir tanto aos extrovertidos como aos mais tímidos, tantos aos músicos como aos desportistas...todos quererão ser um dia professores, ou dar um concerto no Central Park ou participar nuns Jogos Olímpicos. Traçar estas metas é desenhar um projecto pessoal de vida. São metas orientadoras não necessariamente obrigatórias nem definitivas, que criamos quando olhamos para o nosso futuro. Este projecto deve ser elaborado de forma a proporcionar o enriquecimento e o desenvolvimento das qualidades do caminheiro(técnicas, físicas, morais, sociais, intelectuais, vocacionais, espirituais), o respeito pelos valores propostos na mística, a progressão sugerida no sistema de progresso e os fins do caminheirismo.

 

O Sistema de Progresso

O segundo pilar de apoio que se dá ao caminheiro é o Sistema de progresso - uma sugestão de caminhada - abre sugestões de formação em 10 áreas diversas:

1-Saúde/Socorrismo
2-Aptidão Física
3-Cultura/Social
4-Educação Ambiental/Vida de Campo
5-Técnica
6-Prevenção e Segurança
7-Expressão e Comunicação
8-Serviço
9-Escutismo/Equipa
10-Aprofundamento da Fé

Em torno destas 10 áreas e de outras que possam surgir, o caminheiro é livre de escolher o seu percurso, podendo tornar-se especialista em determinados assuntos (distintivo de competência). O sistema de progresso é um instrumento que ajuda o caminheiro a levar a cabo o seu Projecto Pessoal de Vida. Não deve ser entendido como uma linha de comboio de onde não se pode

descarrilar, mas deve ser tido como uma jangada que nos ajuda a navegar num vasto rio...nunca devemos, contudo, esquecer que a corrente nos leva sempre no mesmo sentido e que precisamos esforçar-nos para tirar o melhor partido possível de cada troço deste rio, pois já não voltaremos atrás.

 

A primeira etapa é a

·         ADESÃO - momento de conhecimento da secção e de reflexão.

As etapas seguintes são:

·         AUTONOMIA - etapa do saber - aprofundar e alargar conhecimentos individuais;

·         RESPONSABILIDADE - etapa de acção, construção e desenvolvimento de trabalho em equipa;

·         ANIMAÇÃO/LIDERANÇA - desenvolvimento de capacidades de gestão e organização - a atitude é a de fazer, partilhando os seus conhecimentos com os outros.

 

Carta de Clã

Fazer parte de um grupo ou comunidade dá-nos um conjunto de deveres assim como um conjunto de direitos. Viver em comunidade exige equilibrar ideais seguindo um conjunto de regras simples...é quase natural quando é um hábito que vem desde cedo e já faz parte de nós. Chegada a fase adulta, é preciso transpor isso para o mundo que se torna agora mais vasto e exigente.

A passagem no Clã é uma excelente experiência de vida em comunidade, um espaço em que se desenham e realizam passo a passo, projectos de um grupo. Se esta comunidade progredir, cada um progride e o contrário também é verdade. Dentro deste espírito surge a Carta de Clã. É uma carta de intenções que sai do concelho de clã, o fio condutor que orienta a vida do caminheiro e da equipa, dentro do clã.

 

Estrutura e Organização da Secção

 

- Os caminheiros devem organizar-se em equipas de 5 a 8 elementos.

- O conjunto das equipas constitui o Clã e deverá ter entre 10 e 32 elementos. Como todas as unidades de escuteiros, um Clã necessita de várias equipas para funcionar de forma eficaz, e para fazer viver em toda a sua plenitude a metodologia educativa do caminheirismo. Enquanto não houver o número mínimo de caminheiros para constituir um Clã, os caminheiros existentes poderão trabalhar como equipa isolada sob a responsabilidade do chefe de agrupamento ou de outro dirigente designado para o efeito. Esta situação terá sempre um carácter transitório.

- Num Clã cada equipa escolhe o seu próprio patrono, uma personalidade cuja vida e exemplo a equipa pretenda tomar como modelo.

- O Clã é animado por uma equipa de animadores adultos composta pelo Chefe de Clã, Chefe de Clã Adjunto, Assistente e eventualmente instrutores. Esta equipa poderá ser auxiliada por monitores vindos do exterior especializados em determinadas áreas, para funções temporárias e específicas. O chefe de Clã será um dirigente com o CAP da IV secção e com pelo menos 2 anos de experiência como dirigente. Cabe ao Chefe de Agrupamento a séria tarefa de encaminhar um dos seus melhores dirigentes para uma secção tão exigente como a IV.

- O Clã deve funcionar em torno dos Conselhos de Chefes de Equipa e do Conselho de Clã. - São admitidos na IV secção os elementos provenientes da III secção - Noviços e/ou elementos provenientes de fora do movimento - aspirantes.

- Só podem fazer a Promessa/Compromisso os aspirantes/noviços que tenham prestado provas da fase de Adesão, e após parecer favorável do Conselho de Clã.

- O momento em que o caminheiro deixa o Clã é a sua Partida e deverá acontecer até aos 22 anos de idade. A Partida é um acto solene que marca o momento no qual se considera que o caminheiro está apto a exercer os seus deveres de cristão e de cidadão, no meio da comunidade. A partida é proposta ao Conselho de Clã pela equipa de animação, após manifestação de vontade do caminheiro.

- O local onde os caminheiros se reúnem e preparam as suas actividades, denomina-se "Base"

- A actividade típica da IV secção é a "Caminhada". Esta ideia de "Caminhada" é trazida pela mística de secção. Tal como nas outras secções o método de trabalho baseia-se no desenho de projectos, em equipa, que serão apresentados ao Clã para discussão a aprovação. O Clã trabalhará em conjunto no projecto aprovado. Paralelamente à caminhada de Clã poder-se-ão realizar actividades a nível de equipa, bem como acções de progresso a nível individual. Todos os aspectos de uma Caminhada serão préviamente idealizados e preparados. As fases seguintes serão realizar, avaliar e finalmente celebrar.

Mística e Símbologia

A mística da IV secção está muito associada ao ideal de "fazer caminho". Um caminho com rumo certo - para o "Homem Novo" - e que assenta em valores muito concretos. Fazer caminho e não apenas, seguir caminho, é tão importante quanto o facto de não sermos todos iguais, como o produto de um mesmo molde; cada um vai tirando o melhor partido desta aprendizagem, introduzindo á sua medida, os valores propostos. O caminho é individual mas não solitário - há um espírito que une todos os caminheiros e aqui se cumpre a primeira parte da máxima de BP - O caminheirismo é uma fraternidade do ar livre e do serviço. - o resto vem naturalmente na vivência articulada dos valores em 4 dimensões:

o Caminho, simbolizando a passagem da adolescência á idade adulta com o desafio de escolher um itinerário de descoberta e de acção;

a Comunidade, dimensão que engloba a consciência de haver um mundo envolvente que avança simultaneamente com os seus sucessos e os seus problemas, do qual o caminheiro faz parte;

o serviço, uma marca forte deste caminho rumo ao "Homem-Novo" com a descoberta da força interior trazida pela vivência das Bem-Aventuranças;

e a Partida, que exprime simbolicamente que o acto de caminhar é em si mesmo mais importante do que o facto de chegar. No final do tempo no Clã, o caminheiro não chega ao fim da sua caminhada, mas "parte". Porque o fim de uma caminhada é sempre o início de outra.

No escutismo, esta proposta de valores é feita, em regra, através de uma característica original do seu método: o recurso a uma linguagem simbólica, cuja função é tanto a de ilustrar os valores propostos como a de fornecer referências concretas e sugestivas. Dentro da mística da IV secção sugerem-se como símbolos:

a vara bifurcada - expressão das encruzilhadas da vida e da necessidade constante de tomar decisões para avançar;

a mochila - simboliza o desprendimento e a determinação de ir mais além; esta contém:

a tenda - sinal de mobilidade e prontidão para se pôr em marcha, mas também da necessidade de paragem temporária, para reflectir e interiorizar os acontecimentos da jornada;

o pão - transportado na mochila - alimento do corpo dado em partilha e em comunhão;

o Evangelho - pão do espírito, anúncio da Boa Nova de Cristo;

o fogo - sinal da descida do Espírito Santo. É o fogo que ilumina o peregrino durante a sua caminhada e lhe permite vencer a escuridão.

 

 

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