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Necessidade de eliminar

 - Eliminação vesical e intestinal;
- Avaliação da satisfação da necessidade;
- Factores influenciadores e técnicas facilitadoras;
- Indicadores de Independência e de dependência na satisfação da necessidade;
- Intervenções de enfermagem no domínio: da promoção e manutenção da satisfação da necessidade e prevenção das alterações;
- Identificação e resolução precoce dos problemas.

 

 


 

 

 Eliminação

Processo corporal com as características específicas: movimento e evacuação de resíduos sob a forma de excreção.

 

Eliminação Intestinal: movimento e evacuação das fezes pela defecação, habitualmente uma vez por dia e em fezes moles e moldadas. Pode ser influenciada por factores físicos e/ou psicológicos.

 

Actividade gastrointestinal:

  • Reflexo gastrocólico: quando o bolo alimentar entra no estômago. (é mais forte quando a pessoa come após um período de jejum).
  • Peristaltismo: movimenta o que sobrou dos nutrientes através do cólon e sigmóide na direcção do ânus.
  • Reflexo da defecação: tem início quando a massa fecal ou os gases se movem da sigmoideia para o recto. Os esfíncteres anais relaxam.

 

Factores que afectam a defecação normal

A) Factores psico-sociais:

  • Estado mental
  • Experiência ligada ao treino intestinal
  • Hábitos culturais
  • Privacidade
  • Hábitos pessoais
  • Sedentarismo

B) Factores fisiológicos:

  • Ingestão de alimentos
  • Tónus muscular
  • Medicamentos
  • Procedimentos cirúrgicos
  • Exames de diagnóstico
  • Idade
  • Distúrbios motores e sensoriais
  • Patologia intestinal

 

Exame da eliminação intestinal

A) Padrão de eliminação:

  • Existem inúmeras variações do normal
  • É fundamental determinar o que é peculiar a cada doente (frequência, esforço para expelir as fezes, recursos utilizados para a eliminação)

B) Características das fezes:

  • Cor
  • Odor
  • Consistência
  • Formato
  • Existência de componentes incomuns

 

Termos associados ao processo do sistema gastrointestinal

  • Absorção
  • Eructação
  • Obstipação
  • Impactação
  • Defecação
  • Incontinência intestinal
  • Encoprese
  • Flatulência
  • Diarreia
  • Dispepsia

 

Obstipação: diminuição na frequência da defecação acompanhada por dificuldade ou passagem incompleta das fezes; passagem de fezees excessivamente duras.

  • Impactação: ausência de emissão de fezes, evacuação dolorosa, sensação de pressão e preenchimento rectal, mas  sa palpável ou colecção de fezes endurecidas no recto.
  • Intervenções de enfermagem:

    .Identificar com o doente os factores desencadeantes da presença ou risco de obstipação:
      - Ingestão inadequada de líquidos e fibras
      - Hábitos pessoais
      - Obstrução do processo GI
      - Percebida

    .Planeamento de cuidados de acordo com os factores identificados e com a colaboração do cliente

    .Resultados esperados
      - Defecação, habitualmente uma vez por dia com fezes mole e moldadas
      - Consumir uma dieta rica em fibra
      - Ingestão oral de 2500ml diariamente
      - Realizar exercício diariamente
      - Rotina de eliminação para manter um padrão normal
  • Intervenções de enfermagem no risco de obstipação da pessoa que tem necessidade de permanecer no leito

    .Estabelecer uma rotina de eliminação relacionada com o padrão de eliminação do doente:
      - Dar a arrastadeira aquecida, ou sentar o doente na cadeira sanitária a horas certas
      - Explicar ao doente a importância de tentar evacuar de manhã depois do pequeno almoço

    .Fazer umas massagens no cólon transverso

    .Propor exercícios de contracção dos músculos abdominais que estimulem o peristaltismo

    .Responder rapidamente ao pedido do doente para evacuar

    .Proporcionar um ambiente demonstrativo de respeito pela privacidade do doente no momento da dejecção

    .Avaliar os alimentos ingeridos para assegurar que o doente se hidrata adequadamente

    .Avaliar as capacidade e limitações do doente relativamente à sua mobilidade proporcionando a que este participe em actividades ao máximo nos seus cuidados

    .Explicar a importância das fibras e da ingestão de água

    .Explicar e sugerir lista de alimentos ricos em fibras (cereais e pão completo, amêndoas, grão, frutos secos)

    .Sugerir alguns alimentos que funcionem como laxantes naturais (ameixas, uvas, maçãs)

    .Posicionar o doente em posição confortável e com aproveitamento da gravidade para evacuar. Posição de Fowler quando tem de usar uma arrastadeira

    .Estimular digitalmente o reflexo se necessário

    .Remoção digital das fezes no caso de impactação: dedo enluvado e lubrificado no recto

    .Administrar laxantes se necessário e prescrito

    .Administrar enema de limpeza se prescrito

    .Registar diariamente a frequência e as características das fezes

 

Flatulência: presença de quantidade excessiva de gases no estômago e no intestino; aumento de flato, abdómen distendido associado à distensão de órgãos; dor fraca e moderada.

  • Causas:
    - Deglutição de ar durante a refeição
    - Peristaltismo indolente
    - Gases que se formam como subprodutos da fermentação bacteriana no intestino
  • Intervenções:

    .Ensinar ao doente:
      - Como se dá a produção de gás e os métodos para o aliviar
      - A evitar situações que forcem a deglutição excessiva de gás (mascar pastilhas, beber bebidas gaseificadas, comer rapidamente, chupar através de palhinhas)
      - A evitar substâncias que causam flatulência (feijões, repolho, rabanetes, cebola, couve-flôr, pepino)
      - Realizar exercício adequado (caminhar) 

    .Vigiar
      - Eventuais sensações de plenitude, distensão abdominal, cólicas e eliminação excessiva de gás pela boca ou pelo ânus
      - Sinais vitais e os ruídos intestinais
      - Efeitos secundários dos medicamentos administrados

    .Inserir uma sonda rectal lubrificada (até cerca de 10cm no recto, se indicado, fixando-a no local e inserindo na extremidade distal um saco colector)

    .Posicionar em decúbito lateral (com os joelhos flectidos, se indicado)

    .Limitar a ingestão oral (se o intestino estiver inactivo)

    .Proporcionar terapêutica (antiflatulência se indicado)

 

Diarreira: fluxo e defecação de fezes soltas, líquidas e não moldadas; aumento da frequência de dejecções, acompanhada de um aumento de ruídos intestinais, cólicas e urgência na defecação.

  •  Causas:
    - Alimentos em mau estado de conservação
    - Microrganismos
    - Alguns medicamentos
    - Má absorção, inflamação ou irritação intestinal

 

Incontinência intestinal:

  • Intervenções de enfermagem:

    .Estabelecer o padrão de incontinência intestinal ao doente

    . Ajudar o doente a adquirir hábitos de eliminação regulares

    .Oferecer arrastadeira a horas certas

    .Levar o doente ao W.C. a horas certas

    .Colocar o doente na cadeira sanitária em função dos momentos de eliminação identificados no padrão

    .Anotar que actividades ou acontecimentos tiveram lugar no momento da incontinência

    .Responder rapidamente ao pedido de ajuda do doente para eliminar

    .Lavar a região perianal depois da dejecção e secar bem sem friccionar

    .Aplicar um creme protector nas nádegas, em volta do ânus quando mudar a roupa interior

    .Colocar fraldas segundo as necessidades do doente - durante o sono

    .Mudar a roupa da cama se necessário

    .Explicar que a incontinência é uma consequência do seu problema de saúde e que por isso não deve sentir-se diminuído

    .Permitir que o doente exprima os seus sentimentos sobre a situação

    .Recomendar exercícios do períneo (contracção e relaxamento)

    .Providenciar ambiente de respeito e privacidade

    .Proceder aos registos (frequência das dejecções, características, reacção do doente)

 

 

Enemas / clister: acto ou efeito de introduzir uma solução líquida no intestino através do ânus, mediante a utilização duma sonda rectal.

  • Objectivos:
    - Limpar o intetsino de fezes e gazes
    - Estimular o peristaltismo
    - Tratar a mucosa intestinal
    - Limpar o intestino para preparação de exames radiológicos e/ou intervenções cirúrgicas
  • Tipos de enema:
    - Limpeza
    - Retenção / terapêutica
    - Nutrição (refluxo ?)
  • Quanto à composição
    - Simples (água)
    - Compostos (água + sabão, vaselina, azeite)
  • Requisitos:
    - Temperatura da água: 36º-40º
    - Quantidade de água: 0.5L-2L (adulto) ou 2dl (criança)
  • Registos:
    - Tipo de enema
    - Hora de administração
    - Dificuldade na entrada da sonda
    - Quantidade de água entrada
    - Tempo de retenção da solução
    - Características da solução expulsa (quantidade, saída de gazes, tipo de fezes, existência de sangue, muco ou pus)
    - Reacção do doente
    - Dificuldades na administração
    - Se a última solução administrada saiu limpa (no caso de ser clister de limpeza para a realização de exame ou preparação cirúrgica)

 


 

 

 Eliminação Urinária:

A) Características da urina

  • Composição: água, ureia e electrólitos (Na+ e Cl-)
  • Volume: 50-80 ml/h => 1000-2000 ml/24h
  • Depende:
    - Ingestão de líquidos
    - Líquidos perdidos por outras vias
    - Febre
    - Temperatura ambiente
    - Idade
    - Ingestão de proteínas
    - Terapêutica com diuréticos
  • Cor: varia entre o amarelo pálido e o âmbar (normal); em contacto com o ar oxida
    .Variações:
      - Vermelho vivo
      - Vermelho escuro
      - Amarelo escuro
      - Amarelo vivo
      - Esbranquiçada opaca
  • Aspecto: transparente
    - Se turva (presença de bactérias, de esperma ou líquido prostático)
  • Odor: característico
    - Amoniacal (acção bacteriana)
    - Adocicado (corpos cetónicos)
  • Densidade: entre 1003-1030; mede a concentração de solutos sissolvidos na urina
  • pH: entre 4.5-7.5; determina a concentração de hidrogénios na urina.

 

B) Termos que indicam anormalidades na eliminação urinária:

  • Anúria: ausência de urina (eliminação < 100ml/24h)
  • Oligúria: o volume de urina produzido e eliminado é muito pequeno (< 400/24h)
    - volume residual: volume de urina não eliminada (infecções)
  • Poliúria: eliminação de grande volume de urina
  • Nictúria: aumento da eliminação durante a noite
  • Disúria: dificuldade, dor ou desconforto ao urinar. Associa-se ao aumento da frequência e à urgência em urinar

 

Incontinência urinária: fluxo involuntário de urina; incapacidade de controlo dos esfíncteres vesical e uretral.

  • Treino: processo que visa recuperar a capacidade de esvaziar a bexiga em horário e local adequado

Retenção urinária

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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