EVANGELISMO

OS LENÇOS E AVENTAIS DE PAULO

OS LENÇOS E AVENTAIS DE PAULO

                                    OS LENÇOS E AVENTAIS DE PAULO

 

E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam – Atos 19.11-12.

1. Quem operou as maravilhas extraordinárias? Deus através de um de seus apóstolos escolhidos para lançarem o fundamento da igreja (Atos 5.12).

2. Por que tais sinais foram feitos através dos apóstolos do Senhor? Eles foram dados temporariamente para confirmar, autenticar e dar credibilidade à mensagem, que começava então a ser escrita.

3. O alicerce da Igreja já foi lançado? Sim, o alicerce da Igreja foi lançado naquele período. Ninguém pode lançar outro fundamento. Temos também toda a mensagem escrita, completa e autenticada (João 20.30-31). Desde então não há mais apóstolos nem profetas. Também não há mais tais dons miraculosos hoje.

4. E quanto aos lenços e aventais? Não quero especular sobre o assunto, mas parece que o que ocorreu foi que alguém por acaso teve contato com as peças de roupa de Paulo e Deus quis agir dessa forma. O que quero dizer é que não me parece que Paulo ou outra pessoa teve a idéia de fazer isso. Digamos que foi mais ou menos o que aconteceu com o defunto que foi atirado na sepultura do profeta Eliseu e reviveu (2 Reis 13.21). Ninguém jamais pensou em fazer tal coisa.

5. Criou-se um ministério que fazia curas através de peças de roupa? Claro que não. É provável que o milagre através das peças de roupa do apóstolo ocorreram uma ou duas vezes. Não criou-se um hábito de orar sobre peças de roupa e levá-las aos doentes. Nem uma superstição de observar onde o apóstolo descartava suas roupas velhas, para poder aproveitá-las para curar alguém. Da mesma forma que nenhum outro morto posto (foi) sobre a sepultura de Eliseu. Ou da mesma forma que ninguém inventou de marcar reuniões especiais onde Pedro passaria diante de uma luz para que sua sombra projetada curasse muitos enfermos. Não. Isso e aquilo foram manifestações específicas de Deus.

6. Todos os apóstolos tiveram experiências poderosas e autênticas? Sim. Mas nenhum deles fundou um ministério e começou a reunir associados para que recebessem uma benção especial. Por exemplo, no dia do Pentecostes, Pedro não fez um apelo para que as pessoas viessem ter a mesma experiência que eles haviam tido. Nem Pedro, nem Paulo, nem Felipe, ou outro fundou um ministério com suas características pessoais. Não havia ministério que distribuía cura pela sombra, cura pelas peças de roupa, etc. Pedro andou sobre as ondas (e andou duas vezes no mesmo dia), mas nunca tentou andar de novo sozinho, nem jamais orou para que alguém tivesse a mesma experiência. Ninguém tentou imitar Pedro nem Paulo. Quem tentou se deu mal.

7. Ainda sobre os lenços e aventais. Eram peças de vestuário que pertenciam ao apóstolo e eram do seu uso. Mas não me parece que tais peças estavam suadas e precisando lavar-se. Isso, mesmo naquela época, seria uma falta de educação e de higiene. Não há o menor indício de que alguém tivesse uma idéia de tomar um lenço e secar o suor do apóstolo e em seguida levar para colocar sobre algum doente. Muito menos de que esse episódio tenha se tornado num hábito. Isso que vemos hoje pela televisão – os fiéis secando o rosto ou o pescoço do “apóstolo” e levar a toalha para colocar debaixo do travesseiro do doente – é ingenuidade, ignorância, superstição e falta de higiene.

8. Os auto-intitulados apóstolos da televisão, além de dizer possuir uma “unção” para fazer o que fazem, dizem ainda ter o poder de transferir aos seus subalternos bispos e pastores a tal “unção”. Por isso vemos aquelas pessoas humildes secando não apenas a cabeça suada do apóstolo que é o dono da “unção”, mas também os bispos e pastores.

9. Os únicos apóstolos verdadeiros, os que temos nas Escrituras, nunca marcaram reuniões onde fariam os milagres. Isso porque os verdadeiros apóstolos criam na soberania de Deus e o temiam. Eles não tinham autonomia e não podiam escolher quem, quando e onde iam curar. Os verdadeiros apóstolos sabiam que Deus operava quando, onde e como queria. Os autênticos apóstolos de Jesus Cristo jamais determinavam, decretavam nem “profetizavam” ordenando que um milagre acontecesse. Tal ousado pensamento seria uma abominação para a mente de um santo verdadeiro.

10. Há uma diferença muito grande entre um apóstolo de Cristo (aqueles que temos nas Escrituras) e os curandeiros. Como há uma enorme diferença entre um profeta de Deus e um xamã. Os curandeiros fazem trocas com seu deus – do tipo, eu jejuo e faço sacrifício, me consagro e você deus, faz o que eu comando. Os xamãs fazem suas orações fortes, seus pontos de contato e “profetizam” a cura das pessoas. A propósito profetizar conforme as Escrituras, significa falar em nome de Deus, sob inspiração de Deus, alguma coisa que faz parte dos decretos eternos e imutáveis de Deus. A profecia começa com Deus. O profeta só falava o que Deus já havia falado. Nenhum profeta verdadeiro ousava afirmar algo que Deus não falou. A profecia era sempre uma revelação. Isso do homem fazer uma declaração e esperar que Deus “vá atrás dele” realizando o que o homem disse, isso simplesmente não existe, é pura tolice, para não dizer loucura.