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DANÇA DE SALÃO

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Dança Para Terceira Idade

INTRODUÇÃO
1.1- Problema
   Segundo SHEPHARD (2003) o envelhecimento está associado a uma variedade de limitações físicas e psicológicas. Freqüentemente, isso torna difícil para os indivíduos desempenhar certas ações. Dependendo de sua motivação, circunstânciais ambientais e reações à incapacidade, aqueles que são assim afetados podem também ficar inválidos (incapazes de desempenhar as atividades desejadas). A conseqüência de tal invalidez é uma deterioração na qualidade de vida.s

1.2- Situação problema
Como a dança pode contribuir para uma melhor qualidade de vida na terceira idade?

1.3- Justificativa
   Segundo REZENDE (2003) a dança como atividade física ajuda a garantir a independência funcional do individuo através da manutenção de sua força muscular, principalmente de sustentação, equilíbrio, potência aeróbica, movimentos corporais totais e mudanças do estilo de vida.
   Segundo PEREIRA (2003) é importante que o idoso experimente a existência de suas articulações, o limite de sua força, o prazer de transformar o seu corpo num instrumento para extravasar suas emoções, seus sentimentos.

1.4- Objetivos
1.4-1- Objetivo Geral
   Procurar uma maior responsabilidade e troca de conhecimentos e experiências nas “atividades dançantes” realizadas com os idosos para enriquecer e ampliar possibilidades dentro da cultura corporal de movimento dando uma maior satisfação e prazer para os mesmos.

1.4.2- Objetivos Específicos
- Enfrentar o envelhecimento de modo consciente
- Livrar-se dos preconceitos
- O idoso não deve desistir de viver e apropriar-se de si mesmo, deve assumir sua nova identidade como uma fase do ciclo vital
- O idoso deve viver mais intensamente possível, dentro de suas possibilidades e limitações biológicas, longe de excessos.
- Buscar saúde e prazer praticando atividade física.

1.5- Hipótese
Não basta apenas evidenciar a busca da expressão e da subjetividade, comumente explorada nas atividades relacionadas à terceira idade. Características estas de natural e fácil aquisição, tendo em vista a própria história de vida e o caráter emotivo/ sensitivo singular das pessoas de mais idade.
É preciso unir a isto, propostas de trabalho com objetivos claramente definidos. Alguns comandos, normas e técnicas se fazem necessários para a aquisição de resultados e de um crescimento, andamento e aperfeiçoamento dos movimentos e atividades desenvolvidas.


2 - REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Bases da Educação Física Gerontológica
   Segundo BARBOSA (2000) a Educação Física é o termo técnico para caracterizar a motricidade humana em suas possibilidades pedagógicas (didática).
   A Educação Física envolve, em seu bojo, o conjunto de conteúdos compostos por ginástica, jogos, esportes, recreação e dança.
   Todas estas com raízes culturais fortíssimas ao longo da história da evolução, da motricidade humana no meio ambiente, favorecendo adaptação e sobrevivência.
   Hoje, a atividade física está apoiada em vários fundamentos científicos. É preconizada como indicador de qualidade de vida em todas as faixas etárias de caracteres saudáveis e/ ou comprometidos.
   A motricidade como termo mais atual se divide em aprendizagem motora e reaprendizagem, associando fatores dos domínios cognitivo, afetivo e psicomotor.
   Relata ainda a forte associação entre qualidades físicas (entre outras resistência, coordenação, velocidade, força, equilíbrio, flexibilidade, relaxamento, ritmo, agilidade etc) e habilidades motoras (movimentos mais precisos como receber, passar, quicar, arremessar, costurar, cortar, escrever etc).
   A Gerontologia é descrita como ciência que estuda o envelhecimento. Gero vem do grego, significa velho, digno e logia estudo, conhecimento.
   O conceito de Educação Física Gerontológica assim como de outras faixas etárias (infantil e juvenil), é aquele aquele aplicável às pessoas que estão em processo de envelhecimento, ou adultos maduros, ou idosos.

2.2 Recomendações aos professores
   De acordo com CORAZZA (2001) os professores tem como funções básicas:
Orientar
Conhecer seus alunos em toda a concepção “biopsicossocial”
Saber falar com respeito
Saber ouvir
Respeitar a individualidade “psicofísica”
Sempre considerar as opiniões e as críticas
Saber elogiar naturalmente
Demonstrar confiança e segurança em sua metodologia
Usar de toda sua criatividade e ousadia
Sempre estimular a parte social, a sociabilização do aluno junto ao grupo
Saber integrar os grupos de forma estimulante, agradável e não competitiva
Lembrar sempre de que não esta preparando ou treinando “atletas”
Saber absorver e explorar o interesse do grupo
Adequar seu método e modalidade de trabalho ao de seus alunos
Elaborar aulas sempre, e sempre, voltadas à terceira idade
Ter em mente que todas as explicações e informações que lhe tenha a passar, a ensinar, nem sempre serão absorvidas em um primeiro momento por todos ou por alguns poucos. Dessa forma, sempre serão passíveis de várias repetições para perfeito entendimento e assimilação do grupo, ou de alguns poucos. Nesses casos, demonstre enfado ou descontentamento, repita quantas vezes se fizerem necessárias e, sempre, como se fora a primeira vez.

2.2.1 Cuidados a serem tomados:
   Antes de iniciar qualquer atividade física com a terceira idade, será fundamental importância obter um atestado do medico pessoal de cada um de seus alunos.
   Nesse atestado deverá estar discriminando se há restrições a esse ou aquele exercício e quaisquer outros cuidados especiais que indiquem limitações.
   Esse atestado, idealmente, deverá ser renovado a cada três meses para que você esteja sempre seguro do potencial e das reais condições de cada aluno.

2.2.2 Motivação
   Uma vez que os alunos estão diante d você, significa que as barreiras já foram transpostas e que esse grupo espera receber o que de melhor você tem para proporcionar-lhe.
   O compromisso de seus alunos, nesse momento, é esquecer solidão, desprezo familiar, dores da alma e físicas, limitações e preocupações de toda sorte.
   Quanto ao seu compromisso, seu comprometimento, será o de motivá-los.
   Compromete a você a tarefa de realmente, nesse momento, fazê-los sentir prazer, alegria, leveza de alma e espírito, fazê-los levitar pelo seu interior em todo seu contexto, mostrar-lhes, através dos exercícios, dos jogos, das brincadeiras, a importância máxima de cada um dentro não apenas de um grupo, mas diante da sociedade num todo.
   A motivação que irá passar-lhes virá espontaneamente de você, através da sinergia e da empatia que os mesmos lhe passarão. Mas, e primordialmente, a motivação irá aflorar se souber conduzi-los, ouvi-los com um olho na “razão” e todo o resto do corpo no “coração”... A palavra-chave, a máxima para esse grupo, é única mas infinita: amor.
   O importante será trabalhar com o conjunto, buscando tirar o melhor aproveitamento e a melhor integração do todo.

2.2.3 Incentivo
Quatro pontos se destacam para estimular e incentivar:
1- A perspectiva de futuro (são os desafios)
2- O afeto (é o reconhecimento)
3- O poder (é o prestígio)
4- A participação (é a realização).
   O professor deverá apresentar seu trabalho de maneira clara, dando-lhes a oportunidade de vencer os desafios, motivados pelos seus próprios desafios.
   Um bom trabalho realizado, demonstrando afeto e integração dos alunos, proporcionando feedbacks consecutivos, é um elemento poderoso para se entender às necessidades afetivas e sociais.

2.3 Diferença entre o idoso sedentário e o ativo
Terceira idade “sedentária”
- Envelhecimento acelerado
- Estresse
- Depressão
- Imobilidade motora
- Fadiga
- Fraqueza
- Autopiedade
- Ações e reações negativas
- Alterações sociais
- Um peso para a família.

Terceira idade “ativa”
- Bem-estar físico
- Domínio corporal
- Ampliação da mobilidade
- Cura contra depressão
- Respiração saudável
- Vitalidade
- Autoconfiança
- Ações e reações positivas
- Ansiedade e tensão reduzidas
- Evita ser um peso para a família
- é um vencedor.

CONCLUSÃO
   Concluímos que trabalhar com a terceira idade é muito importante e deve ser sério e bem organizado. Não devemos exigir além das possibilidades dos alunos, por isso o envolvimento e reconhecimento de sua situação, potencialidades e individualidades. Um programa participativo e conjunto estreita e enriquece laços afetivos da relação professor-aluno.
   Não defende-se aqui, que os profissionais que trabalham a dança com os idosos obrigatoriamente sejam ou tenham sido “grandes bailarinos”, mas que dentro de sua bagagem cultural e motora, as atividades relacionadas com a dança tenham tido uma maior atenção. Conhecimentos práticos, horas-ensaio e horas-palco podem e devem ajudar na montagem e transferência de conhecimentos aplicados à terceira idade. Experiências anteriores na atividade escolhida é um fator positivo para o sucesso do trabalho, aliada à um constante aperfeiçoamento através de participações em cursos, aprofundando desta maneira seus conhecimentos teóricos.
   Deste modo, busca-se a qualificação dos profissionais para uma melhor qualidade do trabalho oferecido à terceira idade, pedindo o mesmo desempenho dispensando às demais gerações. A prática da dança se mostrará mais atrativa e ganhará novos adeptos, possibilitando experiências e vivências antes nunca oportunizadas, melhorando desta forma a qualidade de vida de nossos idosos, da dança e das atividades físicas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARBOSA, R.M. Educação Física Gerontológica. Rio de Janeiro: Sprint, 2000.
BAUR, R.E. Ginástica, jogos e esportes para idosos. Rio de janeiro, Ao livro técnico,1984.
BODACHNE, L. Princípios básicos de geriatria e gerontologia. Curitiba: editora Universitária Champagnta, 1998.
CORAZZA, M.A. Terceira Idade e Atividade Física. São Paulo: Phorte, 2001.
MATSUDO, M.M. Envelhecimento e Atividade física. Londrina: Midiograf, 2001.
SARKIS, P.J. Caderno Adulto núcleo integrado de estudo e apoio a terceira idade. UFSM, 1998.

AULA PRÁTICA - QUADRILHA
PARTE INICIAL:
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
AFERIR A FREQUÊNCIA CARDÍACA
ALONGAMENTO DOS MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES

AQUECIMENTO:
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
PASSO A PASSO DA COREOGRAFIA SEM A MÚSICA

PARTE PRINCIPAL:
DURAÇÃO: 20 MINUTOS
DANÇA DO ARRAIAL (FESTA JUNINA)
AFERIR A FREQUÊNCIA CARDÍACA
ELABORAÇÃO DE UMA COREOGRAFIA SERTANEJA

PARTE FINAL:
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
AFERIR A FREQUÊNCIA CARDÍACA
RELAXAMENTO COM MÚSICAS LENTAS.

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